segunda-feira, 21 de junho de 2010

Victoria disse o 'sim' a Daniel Westling

Por Fredh Hoss   Postado As  6/21/2010 11:42:00 AM   Opinião Sem Comentários

Victoria disse o 'sim' a Daniel Westling (com fotogaleria)


Tenho reforçado minha convicção de que o casamento é a religião mãe da humanidade. Senão pense comigo; religião seja qual lhe fizer simpático a seu dogma e menos pecador, tem o objetivo primário de religar-lhe à Deus. Será que a "Centelha Divina" pareada a cada molécula de nosso ser já não cumpre essa função? Bem, deixemos a ciência comprovar isso, pois ocorrerá em breve a divulgação dessa descoberta. Religar-se à Deus foi o que o primeiro casal de noivos não precisaram fazer. E incontestável é esse fato por ser ele religioso por sua origem. Adão como aliança de noivado, (háháhá na época não precisava desse símbolo) deu à noiva que por sinal ainda não conhecia, uma costela e esperou para ser apresentado à futura esposa. Diga-se de passagem, que o casamento foi uma derrota logo em seguida ao casamento, por causa do fruto proibido, foram despejados pelo senhorio. Viraram sem-teto e condenaram seus descendentes, nada menos que toda a humanidade.

O mesmo destino não terá o príncipe e a princesa Victória, certamente não correm o risco de serem despejados do castelo. Pelo menos não deixarão deserdados seus filhos por comerem frutos proibidos ou não. Casaram-se e como você deve ler na matéria a celebração durou apenas uma hora! Que bom! Apenas uma hora com toda pompa e circunstância da realeza o celebrante se absteve de fazer uma missa de conversão pregatória aos presentes. Claro, nem precisava, todos ali mesmo os da coroa já estão sob a égide da Igreja. Mas o que me impulsionou a falar a respeito da matéria é a duração do que continua a ser descrito como "celebrações", como copio; "mas as celebrações prolongam-se por quatro dias e custam cerca de um milhão de euros." As celebrações prolongaram-se por quatro dias. O quanto custou não me espanta, cada casal deve investir o quanto puderem e for necessário para realização do sonho de transformar o momento da passagem da vida de solteiros para a de casados, inesquecível


O que me faz querer chamar-lhe a atenção é que foram quatro dias de celebrações e esse detalhe muitas vezes passa por nós sem a atenção devida, foram quatro dias de celebrações. Como assim? Quantos dias celebrando o que? Não é casar e pronto?
Celebrar o casamento não é o resumo que a igreja fez desse momento da vida. Desde que você se submeta à sua igreja cumprindo seus ritos dogmáticos e agradando assim a Eclésia será o suficiente, pronto você ao invés de se casar, pela sua igreja foi casado por aquele que representa a ligação com Deus permitida a você. Parabéns e pronto. Como vemos aqui e também nas palavras de Jesus no evangelho, são necessários lugares cerimoniais e conseqüentemente vários ritos cerimoniais possíveis para o período de transição de solteiros para casados. Tenho destacado essa importante visão de cumprir mais que o protocolo da igreja de cada um e o do cartório para a legalidade do casamento. Devemos perceber o quanto é importante resgatar-mos costumes festivos familiares e regionais. 


Há menos de meio século as festividades de casamentos duravam em média 3 dias em qualquer classe social. Eram almoços e jantares em família, com parentes que mesmo quando vinham de distantes cidades e se hospedavam em casas de parentes, cumpriam o papel social de apoiar o casal no início desse novo ciclo de vida.
Creio que em sua família também já aconteceu uma história parecida para ser contada várias vezes cada vez que "os mais velhos" se reúnem. Quando minha mãe se casou.... Vou relatar exatamente o registro que ficou de como ela conta ter sido seu momento de casamento. Quando minha mãe se casou, meu avô deu três dias de festa. Meu avô era funcionário do Banco do Brasil e mantinha em sua propriedade uma granja de frangos. A festa começou em uma quinta-feira à noite quando começam a chegar os parentes que moravam mais distantes. Por ser uma cidadezinha do interior de Minas Gerais e à época não haver a facilidade hoteleira dos dias de hoje, se hospedaram a maioria na casa de meu avô mesmo. Acho que na verdade o turismo daquele tempo era "turismo parentela" mesmo, ô coisa barata, e boa! Ser hospitaleiro é coisa em desuso e que não vejo ser ensinada aos nossos jovens.

Então durante os dias que se seguiram creio que foram panelas e mais panelas da boa "galinhada mineira", prato típico do estado. Aconteceu na sexta-feira a prova final do vestido de casamento da noiva (minha mãe), certamente, mas ela não conta, a despedida de solteiro do noivo (meu pai) e creio que pelo costume do interior ele teve muita companhia à "house of the red light". No sábado pela manhã acontece o casamento chamado "no civil", os noivos e as duas testemunhas vão ao cartório (mentira). De verdade acontece uma procissão, um bando de gente, os padrinhos, os pais e muitos convidados lotam a porta e calçada do cartório local, a cada ida e vinda acompanhando os noivos buzinas são tocadas e os cortejos são animados (a bebida é por conta do pai da noiva). Durante a tarde que antecede a celebração religiosa a noiva vai ser produzida, hoje salões de beleza especializados, no da minha mãe, aquele bando de mulheres palpitando sobre a maquiagem, "não pode carregar, heim! Você não pode ficar parecendo mulher da vida" imagino uma delas falando à minha mãe. O noivo em mais um ritual de despedida, agora regada a mais cachaça. À noite Igreja com 1 hora e meia de missa de casamento e depois os salgadinhos e docinhos são servidos após o jantar na casa do pai da noiva. Chega então o almoço de casamento no domingo, inúmeras despedidas dos parentes que regressarão para suas casas durante a tarde e ai sim antes do Fantástico, (já acontecia o show da vida na época que meus pais se casaram) os noivos vão pensar em ter a lua-de-mel.


Por ter acontecido assim e durado três dias, minha mãe me economizou muitos detalhes, portanto peço aqui desculpas à mamãe, se complementei com minha imaginação algum fato que pode não ter sido exatamente como me pareceu. Bem estas reminiscências estão repletas de emoções que senti ao rever fotos antigas ainda em P&B publicadas no álbum do Orkut da minha tia, inclusive algumas fotos da época. "As celebrações do casamento de meus pais prolongam-se por três dias e custam cerca de algumas dúzias de galináceos a meu avô", bem diferente dos “cerca de um milhão de euros” da realeza.


Mas o fato aqui é o mesmo prolongamento das celebrações para que se cumpra o rito de passagem para o casamento. Sejam quais forem os rituais de sua família, religião, cidade, estado, país, reúna o máximo de pessoas ao seu redor para que se sinta coroado na sua realeza sendo o noivo ou noiva mais feliz do mundo, nestes momentos em que todos estarão dispostos a apoiá-los. Precisamos celebrar a vida e nossas conquistas. Casar, não envolve ter dinheiro, mas sim disposição de manter estes relacionamentos que foram apresentados pelo cerimonial e celebrados. O mais importante nessas celebrações é que regadas de muito "glamour" ou não, em todos os casos temos a pompa e a circunstância necessária para a realização feliz do surgimento de uma nova família, o que é mais importante. Mesmo que a pompa envolvida seja uma declaração de amor, ou a demonstração de consentimento dos pais, a circunstância deve ser propícia ao resgate de valores sociais, familiares e reforço de nossos valores pessoais. 


Tenho incentivado que os noivos repitam suas promessas em votos o compromisso de seu casamento. Faça a celebração de suas bodas desde o primeiro ano, chamada de "Bodas de Papel". Celebrem como for conveniente à época de cada ano. A macarronada com almôndegas e frango assado com batatas da mãe ou da sogra, no domingo com a família reunida, já é uma festa, aproveitem e façam cada um repetir o sim ao casamento, garantirão uma vida mais estável e feliz. As lembranças de seu casamento se reforçarão e ao seu tempo seus filhos ouvirão repetirem esses valores e sua história. Faça o máximo de seu esforço para preservar suas relações pessoais e sua família, seja feliz.

Bem por agora fico por aqui, continue a ótima leitura, comente suas impressões.
Abraços - Fredh Hoss

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